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O que é Xamanismo?

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Segundo D. Baxendale, esta é Galba uma das últimas xamãs dos povos Tuvan que vivem próximos dos montes Altai na Mongólia. (foto: flickr.com ) A palavra "xamã" e sua crença associada, o "xamanismo", envolvem práticas ancestrais estudadas pela Antropologia. Essa disciplina se dedica em parte a registrar e explicar as manifestações do xamanismo que existem em diversas partes do mundo entre povos considerados "primitivos".  A palavra, entretanto, recebeu ao longo do tempo inúmeros significados. Essa multiplicidade de significados já foi apontada por exemplo em [1] que descreve diversas definições na Antropologia. Segundo esse autor, a palavra tem origem em alguns estudos realizados com a tribo dos Tungus na região da Sibéria a partir de 1920. Para os Tungus, os xamãs eram: Pessoas de ambos os sexos que dominaram os espíritos, e que, à sua vontade, podem introduzir esses espíritos em si mesmos e usar o seu poder sobre os espíritos em seus próprios interesses, p...

Quantos Espíritos já reencarnaram na Terra?

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Será lícito calcular a população de criaturas desencarnadas em idade racional, nos círculos de trabalho, em torno da Terra, para mais de vinte bilhões, observando-se que alta percentagem ainda se encontra nos estágios primários da razão e sendo esse número passível de alterações constantes pelas correntes migratórias de espíritos em trânsito nas regiões do planeta. A. Luiz (Anuário Espírita, ed. 1964, nº 1) Uma das dúvidas recorrentes que podem surgir no estudo da reencarnação é de sua relação com a demografia. Conforme a resposta à Questão 166 de "O Livro dos Espíritos", por exemplo, há a declaração de que " todos nós temos muitas existências " e mais, que " os que dizem o contrário querem manter-vos na ignorância em que eles mesmos se encontram ". O problema que surge é de como acomodar a ideia de "muitas vidas" em uma população mundial que apenas muito recentemente atingiu cifras acima de um bilhão de indivíduos. Na maior parte da história da...

Diferença entre mediunidade e obsessão

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A visão no poço dos mártire s por G. Henry Boughton (1833-1905) Uma questão que pode surgir nos estudos de Espiritismo é sobre a semelhança entre mediunidade e obsessão. Afinal, não são ambas resultado da ação dos Espíritos ? Os conceitos não seriam baseados em um mesmo mecanismo mais fundamental? Não é a mediunidade um estado patológico da mente sobre o qual a obsessão também se explica? Tais questões merecem meditação mais profunda como objetivo de se formular respostas. Especialistas no assunto reconhecem as dificuldades nesses conceitos. Em seu livro Mediunidade: um ensaio clínico [1], o Dr. Nubor Facure pondera (p. 13): Doença é uma perturbação no bem-estar físico, psíquico, social e espiritual do indivíduo. Sendo assim, pode-se, como máximo de cuidado ético e respeito ao médium, considerar que certas manifestações clínicas da mediunidade podem ser consideradas como "doença", especialmente naqueles momentos em que sua presença perturba o indivíduo na sua homeostase físic...

Considerações espíritas sobre a sexualidade

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Estudo de Dante segurando a mão de Amor. Dante Gabriel Rossetti  (1828–1882)   A sexualidade humana é um importante manifestação do ser. Enquanto participa da matéria, o Espírito está subordinado às disposições do sexo como, por exemplo, às diferenças entre as formas masculina e feminina. Não restam dúvidas de que o corpo exerce uma influência decisiva sobre as ações da alma nessas questões, porém, não as determina univocamente. Quantos dramas e dores são resultado das consequências adversas da sexualidade! Porém, quantos desses dramas se originaram também da cultura equivocada de uma época que é cultivada como regra de normalidade? O assunto é complexo pois relaciona de maneira intricada questões de natureza física, cultural (ou social) e espiritual ainda pouco explorados no movimento espírita. Sobram discussões acaloradas sobre a origem de certos comportamentos sexuais, com desdobramentos e orientações relevantes de interesse público.  Em uma série de posts a part...

Experiências fora do corpo na Epilepsia

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A epilepsia é uma doença que afeta o sistema nervoso e que se caracteriza pela existência de crises recorrentes [1]. Durante essas convulsões epiléticas pode haver perda da consciência concomitante a episódios de movimentos descontrolado do corpo. Em geral, as crises têm curta duração mas, se excederem 5 minutos, necessitam de cuidado médico especial. Crises epiléticas podem resultar em acidentes severos, basta imaginar sua ocorrência no trânsito, por exemplo. Não obstante a existência de muitas drogas avançadas, 30% dos pacientes não tem controle sobre as crises. As causas para a epilepsia são inúmeras [2]: influência genética, traumas, anormalidades no cérebro, infecções, desordens no desenvolvimento etc. Sua ocorrência está ligada a mudanças na estrutura neural do cérebro. Também existem complicadores tais como a idade, o histórico familiar, a incidência de acidentes vasculares, infecções e demência. O que acontece à consciência durante a crise epilética é um assunto de interess...

Comentários sobre a Gênese Orgânica de "A Gênese" - VIII

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Gorila e borboleta. Fonte: Wikipedia (Ana L. Araújo) . Continuação do post anterior: " Comentários sobre a Gênese Orgânica de 'A Gênese' - VII ". Estudo sobre o Capítulo X de "A Gênese" de A. Kardec. Última parte. O homem corpóreo 26 Do ponto de vista corpóreo e puramente anatômico, o homem pertence à classe dos mamíferos, dos quais unicamente difere por alguns matizes na forma exterior. Quanto ao mais, a mesma composição de todos os animais, os mesmos órgãos, as mesmas funções e os mesmos modos de nutrição, de respiração, de secreção, de reprodução. Com essa descrição, Kardec coloca a Humanidade em seu devido lugar de natureza. Finalmente a Humanidade havia sido destronada como objetivo único da criação pelas mãos da ciência. Não há mais o que falar sobre qualquer privilégio natural; fisicamente o Homem não se distingue de um animal, pelo menos do ponto de vista "corpóreo". Além disso: É tão grande a analogia que suas funções orgânicas são estudad...

Bens, direitos, deveres e obrigações da alma

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Nada do que se expressa sobre Jesus nos Evangelhos se refere a coisas terrenas​, ​mas a um conjunto de “negócios espirituais” da alma, seus direitos e obrigações. Emmanuel referiu-se a isso quando comentou em “Vê como vives” [1]: Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus. Guardados os inúmeros problemas de tradução, textos apócrifos e interpolações mal-intencionadas feitas ao longo do tempo ​que modificaram os Evangelhos originais, é a única interpretação possível para muitos dos ensinos de Jesus no Novo Testamento. Entretanto, nunca foi intenção de Jesus “reformar” o sistema legal de seu tempo, que tinha regulamento próprio, pois tudo o que Jesus ensinou dizia respeito aos interesses da alma. Assim, por trazer uma nova revelação, seus ensinamentos frequentemente usavam recursos alegóric...