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Opositores de Kardec no movimento espiritualista

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Fig. 1 Emma H. Britten por volta de 1860. Imagem: Arquivo EMH . Entre os chamados "inimigos" de Kardec estavam diversos grupos, tais como religiosos convencionalistas, materialistas, os (que se diziam) espíritas que não aceitavam certos princípios abraçados por ele e, finalmente, espiritualistas. Kardec sempre deixou claro que o termo "Espiritismo" foi escolhido não em oposição ao "Espiritualismo", mas porque esse último deveria se referir apenas à doutrina filosófica em oposição ao materialismo. Talvez exista algo mais nessa escolha de Kardec do que clareza etimológica, como sugerido neste post. Emma Hardinge Britten (1823-1899), Figura 1, foi uma escritora inglesa que se destacou pela divulgação dos "fenômenos espiritualistas", tendo seguido o trajeto da fenomenologia em boa parte dos eventos que tomaram conta de diversos países no século XIX. Notabilizou-se também como médium vidente e capaz de revelar o futuro. Ela previu corretamente o trág...

Sobre um suposto "desvirtualmento doutrinário" em Emmanuel

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Ilustração do tríplice aspecto. Recebi, a partir do Facebook, a indicação do artigo " A metáfora geométrica de Emmanuel e o desvirtuamento da definição do Espiritismo ", por Marco Milani [1], doravante chamado aqui "autor". Neste post, examino os argumentos e as acusações desse autor, que parecem bastante graves, a respeito de suas interpretações de Emmanuel. Segundo esse texto, haveria uma suposta “modificação da estrutura do Espiritismo” por conta de outra suposta “superioridade religiosa” atribuída a Emmanuel no chamado "tríplice aspecto". Esse é considerado pelo autor um desvirtuamento doutrinário. Inclusive o título do texto fala ainda em "desvirtuamento da definição" de Espiritismo. No que segue abaixo, em marrom estão trechos do artigo examinado. Em azul estão as citações de Kardec e Emmanuel. Todos os grifos abaixo são meus. Análise Repetida quase como um mantra por parcela significativa dos adeptos, a afirmação de que o Espiritismo possu...

Relatos de Experiência de quase-morte de cegos de nascença.

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  No ano de 1997, Ring e Cooper publicaram um artigo com um estudo [1] de 31 pessoas cegas que passaram por experiências de quase-morte (EQM em português ou, em inglês, "NDE" ou " near death experiences ") ou fora do corpo (EFC). O resultado foi surpreendente: Este artigo apresenta os resultados de uma investigação sobre experiências de quase morte e experiências fora do corpo em 31 participantes cegos. O estudo buscou abordar três questões principais: (1) se indivíduos cegos vivenciam experiências de quase morte (EQMs) e, em caso afirmativo, se elas são iguais ou diferentes daquelas vivenciadas por pessoas videntes; (2) se pessoas cegas relatam ver algo durante EQMs e experiências fora do corpo (EFCs); e (3) se tais relatos, quando feitos, podem ser corroborados por meio de evidências independentes. Nossos resultados revelaram que pessoas cegas — incluindo aquelas cegas de nascença — relatam EQMs clássicas, do tipo comum entre videntes; que a grande maioria das pes...

Sobre o Critério da Concordância Universal

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A escada de Jacó (~1800). William Blake. Imagine um viajante estrangeiro que descreve um novo país aos seus parentes distantes. Embora ele possa retratar a aparência do lugar com facilidade (pois tem órgãos sensíveis para isso), se ele pretende detalhar outros aspectos -- por exemplo, quais são as leis que governam seus habitantes? -- terá dificuldades. Ainda que seja possível inquirir seus habitantes sobre essas leis, o que o viajante obterá serão opiniões mais ou menos homogêneas, nas quais os detalhes não concordarão provavelmente. O visitante terá mais sucesso se consultar especialistas, ou as autoridades nacionais no assunto, do que populares, tanto no que concerne às leis como a outros assuntos (ciências cultivadas, história do país etc). Esse é um paralelo com a aquisição do "conhecimento espírita", ou seja, informação relativa aos processos, acontecimentos, relações e fatos presentes e anteriores no mundo dos Espíritos.  Os cinco tipos de informação espírita possíveis...

O que significa "Falar em línguas" segundo André Luiz.

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O Pentecostes (1) de Gustav Doré. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar  em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem . Atos 2:4 (Trad. A Bíblia de Jerusalém.) Quem lê a Bíblia não deixa de se impressionar com a passagem de Atos 2:4 do Novo Testamento que descreve o chamado episódio do  Pentecostes (1). O chamado "dom das línguas", também denominado " carisma da glossolalia " (2) é considerado uma capacidade ou "graça" que existiu entre os primeiros apóstolos como um "dom de Deus'' e que permitiu aos integrantes da igreja primitiva comunicarem a mensagem cristã a outros povos antigos. Alguns cristãos modernos (neopentecostais) acreditam que falar qualquer coisa em "línguas estranhas" comprovaria sua união com Deus, porque se estaria a falar a "línguas dos anjos". Entretanto, o que segue no citado capítulo de Atos do Apóstolos se refere a línguas humanas mesmo. No livro Mecanism...