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Victor Hugo sobre a morte (II)

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Imagem: túmulo no Cemitério de Bologna. Quando estiver no túmulo poderei dizer, como tantos outros:  ‘terminei minha jornada’ e não ‘terminei minha vida’.  Minha jornada recomeçará no outro dia, de manhã.  O túmulo não é um labirinto sem saída; é uma avenida,  que se fecha no crepúsculo e volta a se abrir na aurora. (Victor Hugo) O fragmento de texto que segue foi extraído da referência [1], conforme discurso proferido por Vitor Hugo (1802-1885) . Alguns comentários (conforme a numeração) são apresentados na sequência.   Q uem pode dizer-nos que eu não volte a encontrar-me nos séculos futuros? Shakespeare escreveu: «A vida é um conto de fada que se lê pela segunda vez». Poderia ter dito pela milésima vez. Porque não há século pelo qual eu não veja passar minha sombra (1). Vós não acreditais nas personalidades moventes, quer dizer, nas reencarnações (2), com o pretexto de que não recordais nada de vossas existências passadas, mas como ...

O que é a morte ? (Victor Hugo*)

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"A morte é uma continuação. O meu olhar penetra o mais que é possível nessa sombra, onde vejo, a uma profundidade que seria amedrontadora, se não fosse sublime, dealbar-se o imenso arrebol da eternidade." O que é que faz o homem livre? A alma. Quem diz livre, diz responsável. Responsável por tudo nesta vida? Efetivamente não, porquanto nada há mais demonstrado do que a prosperidade possível e frequente dos maus e o infortúnio imerecido dos bons durante a sua passagem sobre a Terra. Quantos homens justos não tiveram só angústias e misérias até o seu derradeiro dia? Quantos homens criminosos viveram até a mais extrema velhice no gozo pacífico e sereno de todos os bens deste mundo, neles incluindo a consideração e o respeito de todos! É o homem, então, responsável depois da vida? Evidentemente sim, pois que não o é durante ela. Alguma coisa dele sobrevive para submeter-se a essa responsabilidade: a alma. A liberdade da alma explica a sua imortalidade. ...