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Mostrando postagens com o rótulo materialismo

Comentários a uma tirinha sobre como é ser ateu.

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Premissa 1:  Há uma distinção entre a crença que se tem na maneira como o mundo é e aquilo que o mundo verdadeiramente é. Mas, em relação a quais temas de crença essa diferença é capaz de mais impactar a vida do indivíduo, observado certo intervalo de tempo? É perfeitamente possível ter uma crença sobre como o Universo é e existe, mas o Universo em si ser completamente diferente. Isso implica que, para a vida prática, manter crenças muito diferentes do 'real' com fatos da Natureza, por exemplo, têm pouco ou nenhuma influência sobre o bem-estar e a adaptabilidade do indivíduo que manifesta essa crença.  É por isso que é possível ser ateu e viver muito bem, ou acreditar que a terra é 'plana' sem que isso tenha qualquer efeito mais grave na vida do indivíduo que crê nisso. Premissa 2:  Em geral se assume que quanto mais próximo do 'real' estiver tudo aquilo que se crê, tanto mais certo estará a vida do indivíduo. Portanto, tanto mais preferíve...

O prisma de James: uma metáfora para entender a fonte verdadeira da consciência humana.

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"Como disse, a consequência fatal não é coerciva, a conclusão do materialista se deve exclusivamente a sua maneira unilateral de compreender a palavra 'função'. E, sem se importar com  a questão da imortalidade, temos a obrigação, como meros críticos investigando cuidadosamente as dúvidas da humanidade, de insistir em considerar como ilógica essa negação baseada na ignorância total de uma alternativa palpável. Tanto mais ainda devemos insistir, como amantes da verdade, quando tal negação é de importância vital para a humanidade!" (William James, ref. 1) William James (1842-1910) foi um dos pais fundadores da psicologia norte americana. Em uma palestra  entitulada “ Lecture on Human Immortality ” (2), James chama a atenção para uma particularidade interessante entre os tipos de função e sua relação com objetos ou dispositivos que as geram. Ele explora essa particularidade na compreensão da gênese da consciência humana. Em particular, W. James nota que fisiol...

Crenças Céticas XV - Máquinas que pensam ?

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Certa vez, observava com atenção a reação de uma platéia de crianças (com idade entre 4 a 6 anos) em numa apresentação de fantoches em um lugar público. Admirei-me ao ver como uma reforçava a reação da outra ao seu lado, ao ver o comportamento dos bonecos no teatrinho. Dava para se ver, no brilho dos olhos, que realmente acreditavam que aqueles bonequinhos estavam ali, vindos de algum lugar encantado, para contar histórias divertidas. Eles tinham reações engraçadas, alegria, tristeza, raiva, contentamento. Elas se identificavam com eles, percebendo o quanto a maneira de ser dos bonecos não diferenciava muito da mãe ou do pai ao seu lado. Nossa sociedade aprendeu cada vez mais a depender de dispositivos tecnológicos por uma variedade de razões, tanto comerciais como pragmáticas. Desde da prensa de Gütemberg até os modernos sistemas de inteligência artificial (IA), sistemas automáticos auxiliam a realização de uma variedade grande de tarefas. Mais recentemente, porém, sistemas...