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Sindrome de Cotard e obsessão

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Pintura por Frederick S. Coburn (1871-1960). Chamou-me a atenção uma reportagem [1] sobre a chamada "Síndrome de Cotard" ( délire de Cotard ) que tem sintomas bem estranhos: o paciente se sente morto e tem delírios com partes de seu corpo em decomposição ou ausentes. É um tipo de doença mental com sintomas bem peculiares e ligados à morte. O psiquiatra francês Jules Cotard (1840–1889) foi o pioneiro na descrição dessa condição [2] a partir de um diagnóstico que, na época, estava associado à chamada "melancolia" (mais tarde rebatizado como "depressão"). Na época, ele descreveu um caso, o da "Senhorita X", que negava a existência de partes de seu corpo - um sintoma posteriormente denominado somatoparafrenia. Além disso, não via razão para se alimentar porque estava morta. Essa paciente acabou falecendo de inanição ao se submeter a uma dieta de restrição severa de alimentação. A reportagem [1] retransmite uma opinião sobre a origem dessa doença que,...

I Jornada de História do Espiritismo com tema sobre Kardec

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D e 29 de novembro a 30 de novembro de 2024 acontecerá a "I Jornada de História do Espiritismo" no ICH da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) . Uma descrição do evento pode ser apreciado na imagem abaixo. O congresso tem como tema " Allan Kardec: vida, ideia, obra e influências ". Houve uma atualização no formato do evento, que agora será tanto presencial como online. O evento não é gratuito. Para o público em geral é cobrada uma taxa de R$60,00; para estudantes de graduação, R$40,00, independentemente do formato do evento , se presencial ou online. Inscrição e mais informações desse evento estão disponíveis na página: https://www.sympla.com.br/evento/i-jornada-de-historia-do-espiritismo/2598693

A mediunidade de Orlando Noronha Carneiro

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  A psicografia como fenômeno é de extraordinária versatilidade. No dizer de Kardec [1]: De todos os meios de comunicação é a escrita o mais simples, o mais cômodo e, so­bretudo, o mais completo. É para ela que devem tender todos os esforços, pois que per­mite estabelecer com os Espíritos relações tão continuadas e tão regulares quanto as que existem entre nós.  Essa versatilidade da psicografia ainda está por se revelar por completo. A prova disso foi a enorme quantidade de informação proveniente de desencarnados em psicografia de médiuns veteranos como Chico Xavier e Divaldo Franco. Se outros tipos de mediunidade quase que desapareceram (como é o caso da mediunidade de efeitos físicos, materializações etc), semelhante situação não aconteceu com a psicografia, cumprindo a esperança de Kardec. Esse também é o caso do médium Orlando Noronha Carneiro . Orlando é natural de Osasco/SP e iniciou atividades dentro do Movimento Espíritas em 1980. Em suas visitas ao médium espírita Ch...

Por que educação ambiental e ecologia são relevantes para o movimento espírita? (Parte II)

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A aula ambiental de Aniceto Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.  Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.  Romanos 8:19-21 Conforme vimos no post anterior [1], a necessidade de educação ambiental e ecologia se impõe ao movimento espírita não como assunto de interesse meramente intelectual. Ao contrário, ela é o resultado da própria ética espírita aplicada não apenas aos semelhantes e a nossa relação com o Poder Superior, mas também com as coisas aparentemente menores que nós. Até hoje, acreditamos poder dispor e destruir essas coisas porque são "nossa propriedade". Dado que ainda não se pode forçar a lei de amor no coração da maioria dos homens, é preciso educar para essa lei, a começar talvez pela maneira como consideramos todos os seres e recurs...

Por que educação ambiental e ecologia são relevantes para o movimento espírita? (Parte I)

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  Isso parece simples: já não cantamos nosso amor por e como obrigação para com a terra dos livres e a morada dos bravos? Sim, mas exatamente o que e quem amamos? Certamente não o solo, que sem qualquer ordenamento despachamos rio abaixo. Certamente não as águas, que assumimos não ter qualquer função a não ser para girar turbinas, flutuar barcaças e transportar esgoto. Certamente não as plantas, das quais exterminamos comunidades inteiras sem pestanejar. Certamente não os animais, cujas maiores e mais belas espécies extirpamos. Uma ética da terra, é claro, não pode impedir a alteração, gestão e uso desses "recursos", mas afirma seu direito à existência continuada, e, pelo menos em alguns pontos, sua existência continuada em seu estado natural. (A. Leopold, “A ética da terra”). P ode-se considerar a interação do indivíduo - espírito encarnado, no estágio de desenvolvimento moral do ser humano - como um conjunto de relações que ele tem consigo mesmo, com Deus e com o que está ...

Novidades sobre o Eletroma e campos morfogênicos

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  ...todo remédio da farmacopeia humana é, até certo ponto, projeção de elementos quimioelétricos sobre as agregações celulares, estimulando-lhes as funções ou corrigindo-as, segundo as disposições do desequilíbrio em que a enfermidade se expresse . A. Luiz [1] Uma grande variedade de corpos se interpenetram e formam o corpo humano: o genoma como agregado de genes distribuídos, o proteonoma como agrupamento de elemento proteicos e muitos outros. O mais recente deles foi batizado de " Eletroma " [2] e é formado pelo agrupamento de elementos biológicos que são atuados pela eletricidade própria do organismo. Trata-se de um conceito relativamente novo em sua aplicação médica, porém, um assunto que já tem certa história. O objetivo de Luigi Galvani (1737-1798) com suas experiências elétricas e pernas de rã era estabelecer o papel da eletricidade nos organismos vivos. A história porém está sendo reeditada com novas descobertas. Um exemplo são as pesquisas realizadas pela equipe ...

O que é Xamanismo?

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Segundo D. Baxendale, esta é Galba uma das últimas xamãs dos povos Tuvan que vivem próximos dos montes Altai na Mongólia. (foto: flickr.com ) A palavra "xamã" e sua crença associada, o "xamanismo", envolvem práticas ancestrais estudadas pela Antropologia. Essa disciplina se dedica em parte a registrar e explicar as manifestações do xamanismo que existem em diversas partes do mundo entre povos considerados "primitivos".  A palavra, entretanto, recebeu ao longo do tempo inúmeros significados. Essa multiplicidade de significados já foi apontada por exemplo em [1] que descreve diversas definições na Antropologia. Segundo esse autor, a palavra tem origem em alguns estudos realizados com a tribo dos Tungus na região da Sibéria a partir de 1920. Para os Tungus, os xamãs eram: Pessoas de ambos os sexos que dominaram os espíritos, e que, à sua vontade, podem introduzir esses espíritos em si mesmos e usar o seu poder sobre os espíritos em seus próprios interesses, p...