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A questão sobre o magnetismo animal e o nome "magnetismo" I

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A maior parte das pessoas frequentemente emprega as mesmas palavras para designar coisas diferentes. As pessoas têm mais intuição do fenômeno da polissemia do que uma compreensão racional imediata dele. Tomemos como exemplo a palavra "amor". Pode-se compor um dicionário inteiro com diferentes significados dessa palavra, claramente polissêmica. E esse fenômeno ocorre em muitos outros idiomas. Porém, no caso de "amor", não parece existir divergências quanto ao seu uso, já que o significado é dado pelo contexto em que a palavra é empregada. O que "amor" realmente significa é tão fácil de ser apreendido pelo contexto que mais informações são desnecessárias.  Coisa bem diferente ocorre quando a palavra é pouco usada ou está inserida em um contexto pouco usual (por exemplo, científico). Podem então surgir confusões consideráveis. Isso é o que acontece com o significado do termo " magnetismo ", principalmente se usado sem cuidado ou na mistura...

Uma interpretação espírita para o inconsciente

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U m novo mundo emerge com as faculdades pouco usuais demonstrada por alguns humanos. Essas faculdades são previstas pela Doutrina Espírita como manifestações da liberdade do Espírito. Porém, alguns pesquisadores que estudaram o fenômeno depois de Kardec, criaram nomes diferentes para a fenomenologia psíquica, principalmente aquela relacionada às “manifestações anímicas”. De fato, surgiu uma mistura de termos que envolvem conceitos como “subconsciente”, “inconsciente” e “mente”. Por exemplo, tornou-se popular entre os adeptos entusiastas da parapsicologia o termo “poderes do subconsciente” ou “poderes da mente”. O que seria isso? O prefixo “sub” evoca vagamente o que estaria “abaixo” do consciente, como se este último fosse uma coisa distribuída no espaço, talvez em camadas. Porém, o impacto do significado desses nomes na cabeça de quem os recebe depende da imagem, ideia ou conceito que ele faz desses termos, pouco claros em princípio. Para os espíritas, os “poderes da mente” ou...

Como alguns animais podem encontrar o caminho de casa?

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P ermanece um mistério para a ciência como alguns animais conseguem encontrar seu caminho de volta para casa uma vez tendo se perdido. Um caso interessante foi o do cão Pero (1), da raça Sheepdog, que voltou para casa depois de perdido a 400 quilômetros de distância. Diversos outros casos semelhantes a esse acumulam-se com cães e gatos, e são narrados por famílias surpreendidas com a capacidade desses animais. Como eles conseguem?  De acordo com o conhecimento científico presente, animais possuem diversos tipos de "sensores" (2) que podem ser usados na localização e na realização de viagens. Esses sensores não só representam sentidos muito superiores aos dos humanos (cães, por exemplo, tem olfato e audição muito superiores, gatos enxergam muito bem no escuro etc), mas também modalidades novas de sentidos, como, por exemplo, sensores magnéticos. Pássaros e abelhas possuem verdadeiras "bússolas" internas capazes de auxiliar o voo entre pontos distantes. Recent...

A mediunidade de Eugênia von der Leyen

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"Foi muito esquisito o que aconteceu. O sacristão continuou andando  e passou através do vigário, como se fosse apenas uma sombra.  Vi claramente os dois. Pouco depois, o pároco sumiu e  nunca mais o vi." (Eugênia descrevendo seu contato com  o pároco Schmuttermeier na igreja, p. 49 de (2)) Se se quiserem desembaraçar da obsessão de semelhantes Espíritos,  será fácil, orando por eles. É o que sempre esquecem de fazer.  Preferem aterrá-los com fórmulas de exorcismos,  que os divertem muito . ("História de um danado", Revue Spirite, 1860) U m de nossos leitores (1) comentou sobre um interessante livro ao ler nosso texto " Os vivos e os mortos na sociedade medieval " (3). Trata-se de " Meine Gespräche mit Armen Seelen " (2), que podemos traduzir livremente como "Minhas conversações com almas penadas". É um diário escrito pela princesa Eugenie von der Leyen und zu Hohengeroldseck (1867-1929) entre 1921 e 1929. Nascida em...

Conceitos básicos de Física Quântica VIII

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Imagem de uma chama de um fósforo.  Esse fenômeno extremamente vulgar e macroscópico  tem  sua explicação na Física Quântica. É comum ouvir relatos de que a física quântica (FQ) foi feita para explicar fenômenos microscópicos e está cercada de mistérios.  Por exemplo, Hélio Schwartsman publicou recentemente (1): Quando alguém apela a efeitos quânticos para explicar qualquer fenômeno em escala um pouco maior do que a de partículas subatômicas, são grandes as chances de que estejamos diante de um picareta "new age". Isso é, entretanto, uma afirmação equivocada. É verdade que existem ainda questões relacionadas a interpretações mais profundas dos fundamentos da FQ. É também verdade, conforme discutimos em posts anteriores (2), que existem fenômenos quânticos que não possuem equivalentes em nosso mundo "clássico". Talvez o formalismo quântico não ajude muito a tirar esse impressão porque as relações entre grandezas na FQ exigem tratamento em esp...

Ruprecht Schulz: estranho caso de uma suposta "reencarnação"

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Seria isto um porco voador? P esquisas em reencarnação são ainda consideradas "temas tabus" entre as linhas acadêmicas, justamente por implicarem em algo que não está de acordo com o consenso geral sobre o ser humano e sua existência no mundo, uma criatura que fatalmente morre e aparentemente desaparece. As diversas áreas da ciência não preveem nenhum objeto de estudo onde se possa incorporar o assunto "reencarnação", logo a imensa maioria dos acadêmicos torce o nariz para algo que identificam como não "científico" e que lhes parece uma ideia excêntrica. Não se admira assim que relatos e evidências de reencarnação caiam na categoria de "anomalias". Mas, não é uma tarefa simples separar o "joio do trigo" em se tratando de qualquer anomalia, o que se aplica obviamente à reencarnação.  Há casos descritos como anomalias que são prejudiciais a própria tese, por se apresentarem como "anomalias dentro de anomalias". Natur...