Em memória a Kardec (Amália Domingo y Soler)


Amália Domingos Y Soler (1835-1909)
Com profunda gratidão minh'alma ferida,
Bendiz-te Kardec e a tua memória,
Com doce entonação e voz sentida,
Quero cantar a tua história:
Quero expressar que te devo a vida. 
Os Lázaros a dormir virando ateus
Em profundo sono que entedia:
A ignorância lançava sobre eles seus troféus;
Sentiam n'alma o triste frio
Do perder no nada os desejos seus!

Como novo Pigmalião sobre o mármore sólido
À consciência gélida deste o alento;
Ao ontem, ao presente e ao dia vindouro,
Concedeste ação e movimento,
E o homem viu então o seu futuro.

Quem é maior que tu? Não o advinho;
O que para ti são os gladiadores,
Posto que lutar e vencer foi teu destino.
Verdugos jamais! Conquistadores!
Que com sangue afrontaram o teu caminho!

Tu com amor e nobre inteligência
Concedeste ao simples mortal o telescópio;
E ele então contemplou a Providência.
E, depois, inventaste o microscópio,
Com que enxergou o homem sua consciência. 
Brilhou a luz! E as multidões enlevadas
Contemplam a vida na alvorada
Difundida em muitas latitudes:
Dobre-se diante do Eterno a raça humana
Que ela siga o exemplo fiel de tuas virtudes.

Mensagem original: Un Recuerdo a Kardec


Mensagem original enviada por Felipe Gonçalves que faz um excelente trabalho de pesquisa histórica divulgado no seu blog:

 espiritismohistoria.blogspot.com.br

Segundo o Felipe, a fonte original é a revista "El Criterio Espiritista", ano XI. N. 4 - Abril de 1878. O texto original é reproduzido abaixo.

Con gratitud profunda mi alma herida,
Te bendice, Kardec, y á tu memoria
Con dulce entonación, con voz sentida,
Quiero cantar un algo de tu historia:
Quiero espresar que te debí la vida.

Cual Lázaros, dormidos los ateos,
En el profundo sueño del hastío:
La ignorancia nos daba sus trofeos;
¡Sentíamos en el alma el triste frío
Del que pierde en lo nada sus deseos!

Cual nuevo Pigmalion al mármol duro
De la conciencia helada diste aliento;
Y al ayer, y al présente, y al futuro,
Le prestásteis acción y movimiento,
Y el hombre vio su porvenir seguro.

¿Quién más grande que tu? No lo adivino;
¿Pues qué son para tí los lidiadores.
Que luchar y vencer fué su destino?
¡Verdugos nada más! ¡Conquistadores!
¡Que con sangre alfombraron su camino!

Tú con amor, con noble inteligencia
Le distes al mortal un telescopio:
Y con él contempló la Providencia;
E inventastes después un microscopio,
Y con el leyó el hombre en su conciencia.

¡Brilló la luz! Y absortas multitudes
Contemplaron la vida del mañana
Difundida en diversas latitudes:
¡Plegué al Eterno que la raza humana
Siga el ejemplo fiel de tus virtudes.



Comentários

  1. Ótimo, Ademir. Meus parabéns! Sobre a fonte original, a publicação de "El Criterio Espiritista" foi a mais antiga que encontrei. Porém não sei se essa poesia foi publicada antes de 1878. Abraços!

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  2. Importante resgate histórico

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