Postagens

Obras históricas raras sobre materializações e fenômenos de efeitos físicos.

Imagem
Em longa e silenciosa espera, de noite triste e sombria, Minha alma clama em agonia ao Deus de Amor e Luz.   Que em minha hora de densa treva, seus Santos Emissários, Trazendo luz e esperança, dêem a minh'alma o poder De se elevar acima da sordidez terrena, Tão cheia de disputas e preocupações, A fim de que eu busque os raios da Eterna Existência.   Lá, onde o amor se encanta de felicidade, onde tudo é justo e brilhante, Onde flores se enchem de doce perfume, numa existência sem noites, Minha alma se levanta indômita, minha noite de angústias se esvai.   Oh, Deus de amor, Tu me conduz por celestes praias. Meu coração chora de contentamento a Ti por todo seu Amor. Em tuas mãos eu me coloco, meu Senhor, pois Tu atendeste a minha prece. Recitado pelo Espírito de Tia Agg (foto), materializada em 21 de Julho de 1950, em resposta ao Sr. Brittain Jones - conforme explicado no livro 'Visitas de nossos amigos do outro lado', por T. Harrison (Para o poema o...

Livro II - Estudando o Invisível (por Juliana M. Hidalgo Ferreira)

Imagem
William Crookes (1832-1919). Imagine pretender descrever a história do desenvolvimento científico da física, química ou biologia partindo do princípio de que os fenômenos estudados por essas ciências podem ter sido fraudados ao longo do tempo. Imagine descrever, por exemplo, a descoberta do elétron por J. J. Thomson partindo do princípio que os resultados experimentais que ele apresentou ao público possam ter sido forjados por algum assistente de laboratório, de forma consciente ou inconsciente. Alguém responderia: "mas os experimentos dele poderiam ter sido repetidos..." Nesse caso, imagine ser possível defender a ideia de que todas as tentativas posteriores de confirmação desses fenômenos não passaram de uma gigantesca fraude. De certa forma, esse é o objetivo de Juliana Mesquita Hidalgo Ferreira em seu livro 'Estudando o Invisível', resultado de seu trabalho de mestrado em História da Ciência em 2001 que teve como escopo estudar, do ponto de vista h...

Usos e maus usos da palavra 'energia' entre espiritualistas

Imagem
" É uma perda de energia enervar-se com alguém que se comporte mal, assim como com um carro que não ande. " Bertrand Russel. Se a física é a ciência que trata da estrutura íntima da matéria, a energia (do grego antigo  ἐνέργεια :  energeia  ou "atividade", "operação") é a quantidade física de menor semelhança com qualquer coisa sólida ou material que se possa imaginar. Por isso mesmo, ela tem sido utilizada - de forma inapropriada - por grandes grupos de espiritualistas (de várias vertentes, cultos, crenças e nacionalidades) em suas narrativas de fenômenos ou eventos de natureza 'espiritual', ou mesmo fatos corriqueiros sem qualquer significado transcendente. Fala-se em 'energias espirituais', 'energias curativas' ou 'curas energéticas'. Existe ainda as 'energias positivas e negativas' e por ai vai.  Nosso objetivo aqui não é criticar o uso desta palavra nesses contextos, mas esclarecer o significado de ...

Crenças Céticas XVI - O ceticismo dogmático como charlatanismo intelectual.

Imagem
Søren Kierkegaard (1813-1855). " Existem duas maneiras de ser enganado: uma é acreditar no que não é verdade e a outra é recusar-se a acreditar naquilo é ." Søren Kierkegaard Queremos até admitir, nestes últimos, uma opinião conscienciosa, visto que por si mesmos não puderam constatar os fatos; mas se, em tal caso, é permitida a dúvida, uma hostilidade sistemática e apaixonada é sempre inconveniente. (...). Explicai-os como quiserdes, mas não os contesteis a priori, se não quiserdes que ponham em dúvida o vosso julgamento. A. Kardec, Revie Spirite, Arigo 'Sr. Home', Fevereiro de 1858. Dicionários definem fraude como o 'ato de enganar, esconder, distorcer informações, não cumprir com a verdade'. O ato em si de fraudar pode ser consciente, quando quem frauda tem interesses no ato, ou pode ser inconsciente. Nesse último caso, o agente da fraude não tem interesse explícito em enganar. Seu interesse é outro e ele nem tem consciência do engano. ...

Entrevista II - 2/2 - William Bengston e a pesquisa de curas por imposição das mãos (passes de cura)

Imagem
2a. Parte da Entrevista com o Dr. W. Bengston. EE 8 - O Sr. acha que o mesmo mecanismo que explique o passe pode estar envolvido em outros tipos de cura a distância (obtido com médiuns de cura como, por exemplo, João de Abadiânia no Brasil)? WB - Não tenho experiência em comparar técnicas diferentes de cura. As que uso no meu trabalho são difíceis de dominar e exigem compromisso da parte da pessoa sendo treinada. Já ouvi falar de outros métodos que são aparentemente mais fáceis de se praticar. É uma interessante questão saber se diferentes métodos resultam em diferentes resultados. EE 9 - Franz A. Mesmer  (1734-1815) acreditava que um tipo de fluido era trocado entre o passista e seu paciente através do que ele chamou 'magnetismo animal'. O que o Sr. acha desta teoria? WB - Não há, certamente, troca de um fluido no sentido convencional do termo. E digo mais, não acho que a cura ocorra por qualquer tipo de 'efeito de campo'. Em...

Entrevista II -1/2 - William Bengston e a pesquisa de curas por imposição das mãos (passes de cura)

Imagem
Seria possível aprofundar a questão sobre o efeito da 'imposição das mãos' através de métodos experimentais? O prof. Willian Bengston gentilmente respondeu-nos a um conjunto de 12 questões que serão apresentadas em 2 posts a começar deste. O prof. Bengston é veterano pesquisador do efeito da imposição de mãos ( hand-on healing ) com funções terapêuticas, tendo já publicado inúmeros artigos científicos sobre o assunto. Traduzimos abaixo um extrato de sua página pessoal que utilizamos aqui para apresentá-lo. Willian F. Bengston (Bill) é professor de sociologia no St. Josephs College em Nova York, EUA. Doutorou-se na Universidade de Fordham, Nova York, em 1980. Suas atividades profissionais 'diurnas' incluem métodos de pesquisa e estatística.   Durante muitos anos, Bill realizou pesquisa com as chamadas 'curas anômalas' e provou a eficiência de uma técnica desenvolvida por ele a partir de um teste experimental controlado com 10 animais e que foi cond...

Fim da Religião ou do irracionalismo religioso?

Imagem
Se a religião, apropriada em começo aos conhecimentos limitados do homem, tivesse acompanhado sempre o movimento progressivo do espírito humano, não haveria incrédulos, porque está na própria natureza do homem a necessidade de crer, e ele crerá desde que se lhe dê o pábulo espiritual de harmonia com as suas necessidades intelectuais .  A. Kardec (4) ('O Céu e o Inferno', Parte I, Capítulo, 1: 'O Porvir e o Nada', parágrafo 13). Recentemente uma reportagem publicada na 'Folha de S. Paulo' (Maio de 2011) (1) trouxe afirmação de líderes da Igreja Católica de que a ascensão social reduzirá a quantidade de pessoas nas fileiras do protestantismo ou outras denominações religiosas que surgiram como religiões reformadas. Deixando a polêmica de lado, o mais correto seria dizer que a ascensão social, que resulta em maior acesso ao conhecimento, não só reduz o número  de adeptos das igrejas reformadas, mas de todas as religiões que fundamentam sua teologia ...