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Comentários sobre "Uranografia geral" de "A Gênese" de A. Kardec - VI

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  Continuação do post anterior:  Comentários sobre "Uranografia geral" de "A gênese" de A. Kardec - V . Obra completa contendo todos os comentários e a conclusão. Comentário sobre "Os cometas" e "A Via-Láctea". 28 Cometas, também conhecidos com "astros errantes", dado o seu movimento inusitado pelo céu, sempre chamaram a atenção, quase sempre pelo medo. Esclarecida sua verdadeira origem, como pequenos astros dotados de movimento próprio, em órbitas muito diferentes das dos planetas, cometas podem ser vistos como relíquias de um passado muito distante, quando o sistema solar ainda estava em formação. Como suas órbitas podem chegar até os confins do sistema solar, o autor os descreve como "guias que nos ajudarão a transpor os limites do sistema a que pertence a Terra". Na verdade, seu estudo pode tanto no levar para bem longe como, principalmente, para bem distante no tempo. 29 O autor resume de forma breve as diversas teorias a...

Comentários sobre "Uranografia geral" de "A Gênese" de A. Kardec - V

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Tratado de Astronomia de Elias Loomis , 1880. Continuação do post anterior: Comentários sobre " Uranografia geral" de "A gênese" de A. Kardec - IV . Obra completa contendo todos os comentários e a conclusão. Comentários sobre "Os sóis e os planetas" e "Os satélites". 20 O autor apresenta uma descrição do que era então a hipótese nebular (originalmente proposta por P. S. Laplace em 1796 [1]) para a origem do sistema solar. Modernamente, essa hipótese se tornou a teoria que explica a origem comum dos planetas e permite entender porque eles compartilham quase que um mesmo plano orbital e giram em torno do sol no mesmo sentido. A “força molecular de atração” é a força gravitacional entre os constituintes da nuvem primordial adensada a partir do fluido cósmico.  Lembramos novamente que, na época de A Gênese , não se sabia a diferença entre as diversas nebulosas. Em particular, o que hoje conhecemos como “galáxias” – e que têm o aspecto de redemoinho...

Comentários sobre "Uranografia geral" de "A Gênese" de A. Kardec - IV

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Ilustração das várias formas das nebulosas conhecidas em 1853. (Working Men's Educational Union, Museu Marítimo Nacional, Greenwich, Londres, UK)    Continuação do post anterior: Comentários sobre "Uranografia geral" de "A gênese" de A. Kardec - III . Obra completa contendo todos os comentários e a conclusão. Comentários sobre "A criação universal" 17 Retoma-se o tema sobre o  fluido (cósmico) universal. Essa matéria é descrita como contendo "os elementos materiais, fluídicos e vitais de todos os Universos" já que, como vimos, o Universo presente não é a manifestação física e una do Universo real, que sempre existiu. Criada desde o princípio, essa substância descrita como a "avó" e "eterna geratriz" de tudo, nunca deixou de criar e receber os despojos das criações em estágios avançados de decomposição de "mundos que se apagam do livro eterno". O autor ilustra o tema com exemplos da Astronomia:  ...esse fluido cós...

Comentários sobre "Uranografia geral" de "A Gênese" de A. Kardec - III

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Mapa do universo observável como concebido em 1875. A posição do sol é indicada cuidadosamente fora do "centro". Continuação do post anterior: Comentários sobre "Uranografia geral" de "A gênese" de A. Kardec - II. Obra completa contendo todos os comentários e a conclusão. Comentários sobre "A criação primária". 12 O autor apresenta um planejamento para sua discussão sobre a origem do Universo. 13 A distinção entre a noção de tempo e eternidade é relembrada. Essa última é um conceito único, anterior ao próprio tempo e responsável pela “fecundação do espaço”. Ela se associa ao Criador que tem poder infinito. Para o autor de “Uranografia Geral”, não é possível um começo para o Universo – ou seja, ele sempre existiu – nem sua manifestação presente é aquela que sempre existiu. 14 Existindo, naturalmente, desde toda a eternidade, Deus criou por toda esta eternidade e não poderia ser de outro modo, visto que, por mais longínqua que seja a época a que r...

Comentários sobre "Uranografia geral" de "A Gênese" de A. Kardec - II

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Aparelho para produção de espectros (1878). Continuação do post anterior:  Comentários sobre "Uranografia geral" de "A gênese" de A. Kardec - I . Obra completa contendo todos os comentários e a conclusão. Comentários sobre "As leis e as forças" 8 O autor faz uso de uma bela comparação (que faz eco à alegoria da "caverna de Platão" [12]) para descrever o estado de conhecimento da ciência. Uma imagem em que seres oceânicos, deixando o fundo do mar, tomam conhecimento da realidade acima da superfície. O conhecimento que podemos fazer da Natureza que nos cerca está ainda no primeiro estágio, em que ainda apenas exploramos as cercanias das profundezas do oceano em que vivemos, muito longe da realidade acima da superfície. A comparação é clara e se aplica mesmo ao estágio de conhecimento em que chegamos. Por mais que tenhamos avançado, os passos são pequenos diante da grandiosidade do Universo. Kardec faz um comentário relevante sobre essa compar...

Comentários sobre "Uranografia geral" de "A Gênese" de A. Kardec - I

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Cometa de Donati sobre uma Paris sem luz elétrica como visto em 1858. Obra completa contendo todos os comentários e a conclusão. F azemos aqui alguns comentários sobre o Capítulo VI “Uranografia Geral” de "A Gênese" de A. Kardec. Nosso objetivo é comentar o conteúdo desse capítulo no contexto de sua época, e indicar algumas mudanças que aconteceram nas concepções científicas de Astronomia e Cosmologia desde que o texto desse capítulo foi publicado. Não nos move nenhum interesse em “atualizar” a Gênese, o que seria algo absurdo, mas apenas informar o leitor sobre o que teria eventualmente mudado em nossas concepções científicas desde o Século XIX. O uso da 5ª edição não afetará quaisquer conclusões a respeito do que apresentamos aqui sobre a Uranografia. Isso porque o referido capítulo tem como base em textos de C. Flammarion (como médium) que foram produzidos na Sociedade Espírita de Paris entre 1862 e 1863. No que segue, pare evitar que o texto do post fique muito longo, com...

O idioma da esperança para um novo mundo

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Comecei a sentir que talvez a morte não fosse um desaparecimento,  mas um milagre, e que há um tipo de lei na Natureza  que nos guie para algum destino.. . L. L. Zamenhof [1b] Essas foram algumas dos últimos escritos de Zamenhof, o criador do Esperanto, registrado em sua obra Mi estas homo (“Eu sou uma pessoa”, [1c] conforme citado em [1]). Esse trecho sintetiza um dos últimos pensamentos antes da morte de Zamenhof em 1917. Não é novidade que diversas línguas artificiais foram criadas para motivar a comunicação internacional humana. Entretanto, nenhuma delas teve maior apoio internacional do que o Esperanto, criado por Ludwik Lejzer Zamenhof (1859-1917). Neste post exploramos algumas das razões para isso. Quase sempre quando se fala em uma língua internacional, todos nos lembramos que já dispomos de uma: o inglês . Por isso, a proposta de uma nova língua sempre enfrenta críticas aparentemente robustas. No mais, o desenvolvimento sem precedentes de sistemas de inteligência ar...