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A razão das antipatias que sofremos na Terra

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Bobo risonho, J. Cornelisz van Oostsanen (~1500). Fonte: Wikipedia. (...) Um espírito mau antipatiza com quem quer que o possa julgar e desmascarar. Ao ver pela primeira vez uma pessoa, logo sabe que vai ser censurado. Seu afastamento dessa pessoa se transforma em ódio, em inveja e lhe inspira o desejo de praticar o mal. O bom Espírito sente repulsão pelo mau, por saber que este o não compreenderá e porque díspares dos dele são os seus sentimentos. Entretanto, consciente da sua superioridade, não alimenta o ódio, nem inveja contra o outro. Limita-se a evitá-lo e a lastimá-lo . ("O Livro dos Espíritos, resposta à questão 391.) A ciência espírita não só trata do conhecimento das manifestações espíritas ou dos mecanismos entre o espírito e o perispírito. Essa ciência, que ainda está em sua tenra infância, permite compreender de forma racional um conjunto de influências tanto boas como más que recebemos durante nossas vidas.  Essa compreensão se alicerça na imagem nova que a revelaçã...

Estudo de "O Livro dos Espíritos": flagelos destruidores (Cap. VI)

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" Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos ". ([1], Resposta à Questão # 737) F lagelos destruidores são ocorrências naturais que provocam a extinção em massa de seres vivos, inclusive agrupamentos humanos. O que caracteriza os flagelos é a intensidade e a velocidade de propagação. A intensidade é medida em termos do total de mortes ou danos causados pelo flagelo. A velocidade é a taxa com que a destruição acontece.   O início de 2020 foi marcado pelo inusitado aparecimento de uma epidemia local na China que logo se tornou uma pandemia, afetando a maioria dos países. A incidência pandêmica de um vírus chamado "Covid-19", a se manifestar aparentemente como uma gripe comum, é considerada um flagelo, dada a sua velocidade e intensidade de propagação. Do contágio à morte, contam-se algumas semanas, com maior taxa de ...

A que se deve muito do excesso de desgraças dos últimos tempos (*)

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Uma parte de "Cristo carregando a cruz" de Hieronymus Bosch (1490) (*)  Versão original posteriormente publicada com algumas modificações no jornal Correio Fraterno, Edição 486 - março/abril 2019 .   Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha. (Mateus 18:6) Não nos dirigimos nem aos curiosos nem aos apreciadores de escândalo, mas àqueles que querem seriamente instruir-se. (A. Kardec "O Céu e o Inferno", Capítulo 1, "A passagem"). É  difícil hoje em dia não se comover com os dramas, desgraças e análises pessimistas destilados todos os dias por inúmeros meios de informação. Em parte esses resumos diários, excessivamente ruidosos e carregados de infortúnios alheios, revelam um excesso de sensacionalismo, potencializado pelo alcance e rapidez das mídias sociais, dos meios de comunicação digital em um mundo cada vez mais conectado. Nunca foi tão fácil e rápido noticiar. Um verdad...

A Evolução de Deus

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Deus-pai. Por: Cima da Conegliano (~1459). Toda religião é verdadeira de uma forma ou de outra.  Cada religião é verdadeira quando entendida metaforicamente.  Mas, quando ela se prende a suas próprias metáforas,  que são interpretadas como fatos, então temos problemas.   J. Campbell A enorme dificuldade de alguns cientistas contemporâneos em aceitar a ideia de Deus está na raiz dos embates presentes entre ciência e religião. A primeira como mensageira avançada de uma revelação perene e a segunda como tendo iniciado uma revelação não menos importante para a vida humana, mas que parece ter sido sufocada pela ciência. Fundamentalmente, a religião aqui deve ser tomada em seu sentido amplo e original, como os muitos caminhos que levam a uma união ou "religação" do humano com o Divino entendido como causa do sentimento de transcendência universal encontrado em qualquer povo ou cultura.  Inicialmente isolados por distâncias então enormes,...

Orem e Lutem (Vergniaud)

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"O naufrágio", J. M. William Turner (1805). N o céu nenhuma estrela!... As ondas furiosas se quebram, franjando de espuma as pontas dos rochedos! Os ventos desencadeados e a tempestade que urra abafam os gritos dos náufragos e os apelos apressados do canhão da angústia!... De um lado, a rocha que esmaga, do outro, o abismo que devora!...   Alguns homens corajosos, colocados na mastreação, percebem ao longe uma pálida e trêmula luz! Seria o farol? Pobre navio, tantas vezes enganado na espera, não ousas dirigir-te até ele, e, entretanto, esse ponto luminoso te atrai como se fosse o termo de teus perigos!   Ó náufragos, qual seria dentre vós o insensato que nessa hora de tempestade não quereria curvar a fonte e orar? Não é ela toda-poderosa, essa humilde prece que sobe até o Criador e faz raiar sobre vós, nesse momento de dúvida tenebrosa, a inspiração que salvará a todos! Essa claridade interior vos mostrará vosso navio, ao invés de correr sobre escolhos, ir diretamen...

O sistema de Sírius segundo Emmanuel

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Representação do Cão Maior superimposta ao mapa Stellarium . Sírius é a estrela mais brilhante do céu. (...) Pouco depois, ei-la que aporta em portentosa esfera, inconfundível em magnificência e grandeza. O espetáculo maravilhoso de suas perspectivas excedia a tudo que pudesse caracterizar a beleza no sentido humano. A sagrada visão do conjunto permanecia muito além da famosa cidade dos santos, idealizada pelos pensadores do Cristianismo. Três sóis rutilantes despejavam no solo arminhoso oceanos de luz mirífica, em cambiâncias inéditas, como lampadários celestes acesos para edênico festim de gênios imortais. (...) Ao crepúsculo, quando se despediam no espaço os raios dos três sóis diferentes, em deslumbramento de cores, Alcione reuniu-se a numeroso grupo de amigos e orou com fervor, suplicando as bênçãos do Pai misericordioso. O firmamento enchia-se de claridades policrômicas e deslumbrantes. Satélites de prodigiosa beleza começavam a surgir na imensidade, envolvendo a paisagem ...

Comentários a uma tirinha sobre como é ser ateu.

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Premissa 1:  Há uma distinção entre a crença que se tem na maneira como o mundo é e aquilo que o mundo verdadeiramente é. Mas, em relação a quais temas de crença essa diferença é capaz de mais impactar a vida do indivíduo, observado certo intervalo de tempo? É perfeitamente possível ter uma crença sobre como o Universo é e existe, mas o Universo em si ser completamente diferente. Isso implica que, para a vida prática, manter crenças muito diferentes do 'real' com fatos da Natureza, por exemplo, têm pouco ou nenhuma influência sobre o bem-estar e a adaptabilidade do indivíduo que manifesta essa crença.  É por isso que é possível ser ateu e viver muito bem, ou acreditar que a terra é 'plana' sem que isso tenha qualquer efeito mais grave na vida do indivíduo que crê nisso. Premissa 2:  Em geral se assume que quanto mais próximo do 'real' estiver tudo aquilo que se crê, tanto mais certo estará a vida do indivíduo. Portanto, tanto mais preferíve...