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A síndrome da super memória (HSAM) e sua base espiritual

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“(O Espírito) pode lembrar-se dos mais minuciosos pormenores e  incidentes, assim relativos aos fatos, como até aos  seus pensamentos. Não o faz, porém, quando  não tenha utilidade.” ("O Livro dos Espíritos", A. Kardec, questão # 306a)   A rtigos acadêmicos promovidos por textos de divulgação na internet (1,2,3) relatam o reconhecimento recente de uma "nova" anomalia psicológica: a "Memória Autobiográfica Altamente Superior", em inglês HSAM ou " Highly Superior Autobiographical Memory " (também chamado " Hipertimesia "). Essa anomalia é caracterizada pela capacidade de alguns indivíduos - a estatística de casos reportados é de 60 no mundo - de se lembrarem de forma bastante detalhada de eventos da sua vida. Um dos casos que chama a atenção é o de Rebecca Sharrock, que se lembra de quando era bebê e de acontecimentos de sua primeira infância, embora não tenha lembranças intrauterinas. Outro é o de Markie Pasternak (2). ...

Onde estão os teus mortos?

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“O coração não pode errar. A carne é um sonho; ela se dissipa.  Se esse desaparecimento fosse o fim do homem, tiraria à nossa existência toda sanção.  Não nos contentamos com esta fumaça que é a matéria; precisamos de uma certeza.  Quem quer que ame, sabe e sente que nenhum dos pontos de apoio do homem está na Terra.  Amar é viver além da vida. Sem essa fé, nenhum dom perfeito do coração seria possível;  amar, que é o objetivo do homem, seria o seu suplício.  O paraíso seria o inferno. Não! digamos bem alto, a criatura amante exige a criatura imortal.  O coração necessita da alma . (Victor Hugo) Para que nos lembremos uns dos outros, Bastam as nossas dores como são, Uma pequena cruz, um nome e a relva verde e mansa, Que nos falem de paz e de esperança Na saudade sem fim do coração. (Maria Dolores,  1) A crença da morte como o fim de toda existência é um delírio criado pela condição dos vivos encerrados na carne,...

Diferenças entre a justiça humana e a divina

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O julgamento e condenação de Jesus ficará para sempre como um símbolo da imperfeição da justiça humana. Ilustração de Gustave Doré (1832-1883) O que seria o estado de justiça? Na sociedade, corresponde a uma situação de equidade, equilíbrio ou igualdade concebíveis entre todos os atos praticados pelo indivíduo - ou grupo de indivíduos - com relação a si mesmo, com relação ao seus semelhantes, e do coletivo para com esse mesmo indivíduo ou grupo. Os atos são resultados de ações que  nascem como impulsos mentais livremente criados pelo homem, ou oriundos da aplicação da lei como síntese das crenças, valores e sentimentos de justiça do coletivo. A existência de leis e de um sentimento de justiça não implicam, porém, que esse estado de justiça exista absolutamente. Dificilmente tal estado existe em qualquer lugar sobre a Terra ainda que momentaneamente. A sociedade humana é composta de bilhões de indivíduos, de forma que uma ação sempre trará eventuais consequências negat...

Propostas para a teoria de efeitos físicos: abordagens experimentais publicadas no JEE

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Imagem Schlieren de uma mão mostrando variações de densidade do ar. Imagem colhida na ref. (1). O Jornal de Estudos Espíritas (JEE, ISSN 2525-8753) , editado por Alexandre F. Fonseca, acabou de publicar e disponibilizar gratuitamente (2), com autorização da LIHPE  e CCDPE , dois artigos nossos que julgo interessantes para o público espírita interessado em mediunidade de efeitos físicos: Uma proposta experimental para detecção de movimentos de fluidos nas cercanias de médiuns de efeitos físicos ; Desenvolvimentos na teoria de transporte e manifestações físicas . São eles contribuições que fizemos em 2010, quando de nossa participação no 6o Encontro da LIHPE e que foram disponibilizados apenas em papel nas coletâneas resultantes daquele encontro. Passando tanto tempo, eles agora estão no formato digital e acessíveis via rede.  Trata-se da proposta de embasamento mais teórico de se caracterizar o ambiente físico onde um médium de efeitos físicos atue. Não é desco...

A colaboração Schubert-Rosemary Brown

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S entada calmamente ao piano, uma senhora em um subúrbio de Londres rabisca uma partitura. Nada incomum não fosse o fato de que ela pouco sabe de música. A prova disso são suas sofridas apresentações - feitas a um círculo muito limitado de pessoas -  que demonstra o caráter precário de seu conhecimento no assunto. Mesmo assim, ela escreve, e o que registra no papel nem mesmo ela é capaz de tocar. Dotada de uma faculdade inigualável, ela ouve o inaudível, nota a nota, do que lhe chega de outras dimensões da vida maior. Dentre os vários compositores que colaboraram com a Sra. Brown, um deles se destaca: é Franz Schubert, conhecido compositor Vienense, falecido há quase duzentos anos e que também trouxe sua contribuição. O que ele quer? Seguindo rigidamente um processo de comunicação adaptado por Franz Liszt, o Espírito Protetor de Rosemary Brown, F. Schubert busca reunir em uma única peça a prova definitiva de que ele continua vivo, embora inacessível aos que estão na Terra. ...

Crenças céticas XXVII: A Navalha de Ockham (e comentários sobre super-psi)

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N ão é comum, nos embates entre crentes e céticos, que conceitos ou princípios epistemológicos sejam aplicados indiscriminadamente, muitas vezes em apoio de argumentações mal feitas ou inválidas. Um desses princípios - de que se tem abusado bastante - é a famosa "Navalha de Occam" (ou Ockham, em inglês,  Occam's razor ). A apresentação feita na Wikipedia (1) é suficiente para introduzir o " princípio da parsimônia ", como também chamada essa regra, que pode ser usada erroneamente  em defesas pouco válidas de opinião. Há várias maneiras de se enunciar esse princípio: Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor (1) . Entidades não devem ser multiplicadas sem necessidade (2) . Não se deve admitir mais causas para as coisas naturais do que aquelas que são tanto verdadeiras como suficientes para explicar as aparências. Portanto, aos mesmos efeitos naturais devemos, tanto quanto possível, associar as me...

O dilema da mamãe cervo

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E m uma floresta, uma mãe cervo está para dar a luz. Ela encontra um campo próximo com alguns arbustos, próximo a um rio caudaloso. Aquele parece ser um lugar seguro.  De repente, ela percebe que começou o trabalho de parto. No mesmo instante, nuvens escuras cobrem o céu e relâmpagos poderosos cruzam os ares anunciando tempestade iminente. Um deles põe fogo em uma mata próxima, iniciando um incêndio de dimensões desconhecidas... Para a surpresa da mãe cervo, um caçador prepara uma flecha para lançar em sua direção. Não muito distante do outro lado, a mamãe cervo divisa um leão faminto que certamente busca sua caça.  O que pode a pobre mãe cervo fazer? Ela vai dar a luz! Seu filhote sobreviverá ? Ambos sobreviverão? Serão presas do caçador ou do leão? Morrerão todos queimados no incêndio? O que a mãe cervo deve fazer? Para onde fugir? Em meio a tantos perigos, ela escolhe dar a luz a uma nova vida... E então, um relâmpago cai próximo ao caçador que ...